sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dia 65

Sexta-feira, lá fora está um frio de rachar.
As pessoas não dizem isto por dizer, não o fazem de ânimo leve. Excepto o tipo dentro da chaminé do prédio, porque não faz sentido ali estar, as pessoas não estão malucas.

Se toda a gente estivesse maluca, o quadro seria de outra maneira:
Portanto, está frio. E nesse sentido aproveito para experimentar os chinelos que os meus pais me ofereceram no Natal.
Não é que não goste de chinelos, gosto de andar com eles por casa, é super confortável, excepto no banho, embora possa ser feito, mas o problema é que nesta fase, durante estes dias sem trabalho, andar sempre de chinelos pode tornar-se deprimente, e tenho medo que, de alguma forma, isso me faça sentir um inválido.
Por isso, evito andar de chinelos. Pelo menos durante o dia.

Naturalmente à noite a conversa é outra. E quando os meus pais estão a dormir, fecho-me na obscuridade do meu quarto, transformando uma área agradável e asseada num imundo antro de sexo e suor, ligando para números de valor acrescentado e dando infinito prazer às mulheres.