Nunca pensei no futuro sem Ventil. E ainda hoje, ao projectar-me alguns
anos, asseguro-me sempre que levo tabaco.

Não é que já não goste de Ventil, estive numa relação com Ventil durante 20
anos. Mesmo quando a crise chegou, quando era aconselhável reduzir,
sacrifiquei-me por ter Ventil todos os dias, porque acho importante estar presente nas minhas relações. Porém, o tabaco não parou de aumentar. E eu, ao
ver que remava sozinho, desisti de lutar por nós. Claro que, se qualquer pessoa
entrar numa tabacaria, dirigir-se à prateleira onde está exposto o Ventil, e perguntar a
um maço se foi assim que as coisas se passaram, nenhum vai dizer isto.
Actualmente, estou com Winston: uma lata, com 70g de tabaco. É a minha
primeira vez com latas de 70g de tabaco. Ainda não é uma relação perfeita,
há pequenos problemas, questões relacionadas com alguma insegurança, que procuro
resolver estimulando-a.

Contudo, sinto-me bem com Winston. Depois do Ventil não tive de procurar muito,
o que para mim constituiu grande surpresa. Sobretudo, Winston compreende-me.
Nunca levanta problemas com outras marcas, nem mesmo quando cheiro a outro
tabaco, pois sabe que, no fim do dia, prefiro fumá-lo.