A ideia torna-se na máquina que origina a arte, ou seja, interessa então realçar a ideia, não o objecto em si.
É óbvio que não sou artista, tento apenas interpretar o conceito. Assim
opto pela total ausência de material, elimino o artefacto, e coloco o focus
unicamente na ideia. Ao fim de algum tempo tenho uma série de obras, que já não cabem na mesa.
Coloco-as então todas na parede do quarto.
Coloco-as então todas na parede do quarto.
Sinto curiosidade em saber o que pensam os outros, se entendem a minha
linguagem. A ideia de expor passa-me pela cabeça, não para o público em geral,
claro, talvez só para os vizinhos. Coloco um cavalete à porta do prédio, com um cartaz a indicar: “Exposição
no 3º piso”

Naturalmente, é conceptual. Trata-se da ideia de um cavalete com um cartaz.
A conceptualidade nem sempre é fácil, também é preciso que as pessoas pensem. Mas
não estou satisfeito com o cartaz, falta-lhe qualquer coisa, talvez o tema, por isso acrescento: “Relação entre Conceptual e Invisibilidade”

Pouco a pouco, movidas pela curiosidade, ou pela necessidade de cultura, as pessoas tocam-me à porta. E muito
depressa, tenho o quarto cheio de gente, pelo menos é essa a minha ideia.