quinta-feira, 4 de abril de 2013
Dia 155
Esqueço-me das chaves de casa, não de propósito, ou por
maldade auto-infligida, apenas por hábito.
Por imensa sorte, tenho comigo um smartphone samsung galaxy mini 2, um
telefone poderoso, e ligo-me à rede wi-fi de casa.
E depois, muito naturalmente, envio-me por e-mail. Faço seguir-me como anexo.
Uma solução prática, com recurso à tecnologia que tenho ao alcance.
Uma solução prática, com recurso à tecnologia que tenho ao alcance.
E não chego inteiro, porque a mensagem corta-me uma perna.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Dia 153
Como estou a querer, acho que toda a gente está a querer.
Como a vizinha ao lado, do andar de baixo.

Não sei o que é, pois não a conheço. Pode ser qualquer coisa, não sou adivinho. Mas o facto de não estar ali agora, como se de alguma forma não quisesse, é tão claro, tão evidente, que só reforça a minha convicção que quer. Aliás, basta observá-la de noite, quando venho à varanda para fumar e ela faz o mesmo: sem dizer absolutamente nada, nem sequer boa noite, reconhecendo apenas a minha presença com linguagem corporal, continua a fumar, entregue aos seus pensamentos, nitidamente a querer. Podem ser ilusões da minha cabeça, por isso meço-a, e o perímetro cefálico é normal.
Como a vizinha ao lado, do andar de baixo.
Não sei o que é, pois não a conheço. Pode ser qualquer coisa, não sou adivinho. Mas o facto de não estar ali agora, como se de alguma forma não quisesse, é tão claro, tão evidente, que só reforça a minha convicção que quer. Aliás, basta observá-la de noite, quando venho à varanda para fumar e ela faz o mesmo: sem dizer absolutamente nada, nem sequer boa noite, reconhecendo apenas a minha presença com linguagem corporal, continua a fumar, entregue aos seus pensamentos, nitidamente a querer. Podem ser ilusões da minha cabeça, por isso meço-a, e o perímetro cefálico é normal.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Dia 152
Às vezes, simplesmente por empatia, por ver alguém que amo muito em baixo,
também me sinto muito em baixo. Ajuda-me pensar que é natural, em algum tempo da
vida, estar mal com ela. A minha vida é para toda a minha vida. Não há como dar
a volta a isto. É como uma relação, para toda a vida. E já se sabe como é a
vida nas suas relações: não se pode viver com ela, não se pode viver sem ela. É
um lugar comum, mas está provado que as pessoas que perdem a vida,
morrem. Assim, prefiro colocar as coisas em perspectiva, acreditar que a
desilusão é normal, e temporária, e aguentar, o mais que puder, o melhor que
souber, não quero problemas com a vida. E quando consigo, ou tenho vontade, faço por animar-me: visto
uma roupa bonita, vou jantar fora sozinho, vou ao cinema sozinho, e volto para
casa para masturbar-me.
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