sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia 135

O meu irmão está deitado no sofá, a arder em febre.

Como é evidente, a febre não faz isto. Parece fogo posto. O culpado não deve andar longe e deve ser alguém conhecido, talvez da casa, porque o meu irmão chegou há meia-hora. Uma breve investigação nos contentores das redondezas leva-me a uma descoberta importante: uma carteira de fósforos, com a cara do meu pai.
Mas não pode ser, não faz sentido. Não há nenhuma lógica nisto. Tudo não passa de um grande equívoco. 
É isso. Vou então abandonar tudo. Lamento a hora que vim enfiar-me nisto.