Preciso ter mais cuidado a escrever, dizem-me. Não é a primeira vez que sou
acusado de falta de cuidado. Pelo que compreendo, o problema é sempre o
mesmo: não é nas palavras em si, na sua estética, som ou duração, que existe descuido; o drama reside na sequência específica em que são colocadas, dando
origem a um texto específico, que causa a determinadas pessoas, pela sua própria
e natural especificidade enquanto seres humanos, melindre. Não é fácil pensar
nisto, ou chegar a este ponto. Tenho de arrancar o parágrafo a ferros.