sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dia 163

Preciso ter mais cuidado a escrever, dizem-me. Não é a primeira vez que sou acusado de falta de cuidado. Pelo que compreendo, o problema é sempre o mesmo: não é nas palavras em si, na sua estética, som ou duração, que existe descuido; o drama reside na sequência específica em que são colocadas, dando origem a um texto específico, que causa a determinadas pessoas, pela sua própria e natural especificidade enquanto seres humanos, melindre. Não é fácil pensar nisto, ou chegar a este ponto. Tenho de arrancar o parágrafo a ferros.