terça-feira, 7 de maio de 2013

Dia 188

Não há máquina de encher cigarros como a primeira, isso é certo.
Lembro-me bem do dia em que decidi levar a minha para a varanda, porque já não fazia sentido estar calado.
Foi uma altura muito bonita, muito encantadora da minha vida. Recordo sobretudo a intimidade que partilhávamos, sem constrangimentos, ou medo de sermos julgados pelos outros, algo que eu julgava não ser possível.
Eventualmente, tudo acabou. Arrumei-a numa caixa e comprei outra. Ninguém teve culpa, acho que foi só a vida.
Apenas falo nisto porque hoje voltei a encontrá-la, um choque, pois está muito mudada.