quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia 127

É com alguma tristeza que constato a morte no amor-perfeito.
Ainda não é a morte em plenitude, na sua fase madura, sendo tudo o que pode ser. Mas o amor-perfeito já teve a sua época.
Apesar de nunca ter feito parte do meu círculo chegado de plantas, lamento que vá desaparecer. Falo apenas por mim, naturalmente. A linguagem, o tom sempre provocatório, o assédio constante, o total desrespeito pelas regras, sejam elas quais forem, nunca fizeram do amor-perfeito um exemplo de popularidade.
E de facto, não é possível falar com o amor-perfeito. Não é uma planta como as outras. Talvez veja em mim uma pessoa, não sei. Embora o meu propósito nunca tenha sido grandes debates, ou temas de profunda reflexão, mas apenas uma conversa casual, sobre assuntos corriqueiros. Porque como é natural, não falo de tudo com plantas.