Ainda não é a morte em plenitude, na sua fase madura, sendo tudo o que pode ser. Mas o amor-perfeito já teve a sua época.
Apesar de nunca ter feito parte do meu círculo chegado de plantas, lamento
que vá desaparecer. Falo apenas por mim, naturalmente. A linguagem, o tom sempre
provocatório, o assédio constante, o total desrespeito pelas regras, sejam elas
quais forem, nunca fizeram do amor-perfeito um exemplo de popularidade.
E de facto, não é possível falar com o amor-perfeito. Não é uma planta como as
outras. Talvez veja em mim uma pessoa, não sei. Embora o meu propósito nunca
tenha sido grandes debates, ou temas de profunda reflexão, mas apenas uma
conversa casual, sobre assuntos corriqueiros. Porque como é natural, não falo de
tudo com plantas.