sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia 142

Encontro na Wikipédia a seguinte definição para arte conceptual:
A ideia torna-se na máquina que origina a arte, ou seja, interessa então realçar a ideia, não o objecto em si.
Isto é muito interessante, pelo que  decido fazer uma tentativa.
É óbvio que não sou artista, tento apenas interpretar o conceito. Assim opto pela total ausência de material, elimino o artefacto, e coloco o focus unicamente na ideia. Ao fim de algum tempo tenho uma série de obras, que já não cabem na mesa.

Coloco-as então todas na parede do quarto. 
Sinto curiosidade em saber o que pensam os outros, se entendem a minha linguagem. A ideia de expor passa-me pela cabeça, não para o público em geral, claro, talvez só para os vizinhos. Coloco um cavalete à porta do prédio, com um cartaz a indicar: “Exposição no 3º piso”
Naturalmente, é conceptual. Trata-se da ideia de um cavalete com um cartaz. A conceptualidade nem sempre é fácil, também é preciso que as pessoas pensem. Mas não estou satisfeito com o cartaz, falta-lhe qualquer coisa, talvez o tema, por isso acrescento: “Relação entre Conceptual e Invisibilidade”
Pouco a pouco, movidas pela curiosidade, ou pela necessidade de cultura, as pessoas tocam-me à porta. E muito depressa, tenho o quarto cheio de gente, pelo menos é essa a minha ideia.