segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia 152

Às vezes, simplesmente por empatia, por ver alguém que amo muito em baixo, também me sinto muito em baixo. Ajuda-me pensar que é natural, em algum tempo da vida, estar mal com ela. A minha vida é para toda a minha vida. Não há como dar a volta a isto. É como uma relação, para toda a vida.  E já se sabe como é a vida nas suas relações: não se pode viver com ela, não se pode viver sem ela. É um lugar comum, mas está provado que as pessoas que perdem a vida, morrem. Assim, prefiro colocar as coisas em perspectiva, acreditar que a desilusão é normal, e temporária, e aguentar, o mais que puder, o melhor que souber, não quero problemas com a vida. E quando consigo, ou tenho vontade, faço por animar-me: visto uma roupa bonita, vou jantar fora sozinho, vou ao cinema sozinho, e volto para casa para masturbar-me.