Como a vizinha ao lado, do andar de baixo.
Não sei o que é, pois não a conheço. Pode ser qualquer coisa, não sou adivinho. Mas o facto de não estar ali agora, como se de alguma forma não quisesse, é tão claro, tão evidente, que só reforça a minha convicção que quer. Aliás, basta observá-la de noite, quando venho à varanda para fumar e ela faz o mesmo: sem dizer absolutamente nada, nem sequer boa noite, reconhecendo apenas a minha presença com linguagem corporal, continua a fumar, entregue aos seus pensamentos, nitidamente a querer. Podem ser ilusões da minha cabeça, por isso meço-a, e o perímetro cefálico é normal.