Decido tirar 2 dias para realizar um pequeno teste.
Percebo que não posso estar sempre a enviar currículos. É verdade que o
registo de currículos, respostas a ofertas de emprego, apresentação de
candidaturas espontâneas, tudo isto é bastante enriquecedor, mas para a alma.
Torna-me uma pessoa melhor, não mais rico.
Assim, faço uma experiência: tomo a iniciativa de criar o meu próprio
negócio.
Muito rapidamente, invento um produto.
Aqui está ele:
Chama-se copo de água. Julgo ter boas hipóteses de o comercializar, pois
sem água a vida não é possível.
Provo vários copos. Sinceramente, não sei como é possível viver sem isto. Acho o produto ganhador. Naturalmente sou suspeito, por isso explico a ideia ao meu pai e pergunto-lhe se não se importa de provar um copo, para que possa ter algum indicador. Ele acede, e prova um copo.
A reacção é claramente positiva. O próximo passo é saber a real qualidade
da água. Não vou lançar o produto no mercado sem aferir do impacto na saúde
pública. O ideal é enviar amostras para laboratório, mas sei que não tenho
dinheiro. Contudo, estas análises, é imperativo que as realize.
Resolvo ir ao único local que conheço mais parecido com um laboratório de
análises: o Oculista do Feijó.