Do nada, a minha mãe dá inicio à sua campanha terrorista. Sou apanhado
completamente desprevenido. A missão foi preparada na sombra e pensada ao ínfimo
pormenor, tal como o primeiro ataque, que é brutal e destinado a quebrar-me o
espírito.
Digo-lhe que é má ideia. Sem pensar muito indico-lhe duas ou três razões,
as mais evidentes, aquelas impossíveis de ignorar, e no fim, para matar o
assunto, refiro o pior cenário que me ocorre, e que transformaria a realidade
num pesadelo.
Na resposta ela utiliza bombas inteligentes - “egoísta”, “só pensas em ti”
e “tens obrigação”- com precisão cirúrgica. Acho o ataque cobarde, não esperava.
A devastação é enorme e mal aguento o sentimento de culpa, mas recuso largar a
minha bandeira. Contudo enfrento forças superiores, com muita experiência, e se
não deixo descendência, então, sou obsoleto e descartável.