Olha que bonito. Que inveja. Quem me dera ter uma pressão de ar: gostava de
mostrar-lhes que, quando tudo parece bem, do nada, podem vir chumbadas.
Naturalmente é preciso que os jovens sejam inteligentes e entendam as chumbadas
figurativamente, como se os projécteis fossem coisas como a obsessão, os ciúmes,
o ego, a necessidade de controlar, que muitas vezes numa relação o alvo somos
nós, e que o parceiro pode disparar à queima-roupa.
Mas como é evidente o tiro não pode ser dado nesta posição.
Denunciar-me-ia.
O ideal é ao nível do chão, através de uma brecha do cortinado, a coberto
da semi-obscuridade do quarto.
Para que tenham um futuro melhor. Os tiros são para que tenham um futuro
melhor.
É preciso que os jovens compreendam isto.